As mobilizações internacionais para tratar da conservação de florestas explicitam mais controvérsias e disputas que convergências políticas, representada pela reduzida capacidade diplomática em alcançar consensos sobre programas e metas.
1 – No nível global, o predomínio dos fatores de liberalização e desregulação econômica sobrepostas às decisões sobre políticas para conservação e manejo de florestas são fatores-chave para explicar a fragilidade dos arranjos internacionais sobre florestas.
2- No nível doméstico, os programas derivados dos regimes internacionais orientados para a conservação florestal têm sido concebidos mais como um exercício de planejamento ambiental, sem considerar adequadamente as causas e dinâmicas do desmatamento. A coordenação com demais setores produtivos e infra-estrutura (agricultura, turismo, C&T, mineração, transportes, energia) permaneceram limitadas. Daí deriva a maior parte das dificuldades de efetividade aos programas internacionais de proteção florestal.